"Viver na plenitude é se abandonar ao que se faz.Pouco importa se se trabalha, fala com amigos, educa uma criança, escuta uma conversa, pinte um quadro, que se faça isso ou aquilo. Fundamental é se entregar plenamente."
Wilhelm Reich
As técnicas de meditação,
são usadas pelos homens com grandes benefícios, desde as mais antigas civilizações. Alguns de seus métodos são usados em diversas religiões, inclusive na cristã. Essas técnicas, no entanto, são universais e independem de credo religioso.
A meditação traz excelentes resultados físicos e psicológicos. Os seus resultados são tão bons que a meditação é recomendada pela NIH (National Institutes oh Health), a principal organização médica norte-americana, para a maior parte das terapias, inclusive precedendo aos remédios em casos sérios como de hipertensão e doenças cardíacas.
O mais importante, porém, é o sentimento de paz, harmonia e tranqüilidade interior que você vai conseguir, mesmo que esteja atravessando momentos críticos na sua vida pessoal e profissional.
A meditação melhora o seu poder de concentração e a sua capacidade de trabalhar e aprender. Você vai se tornar mais receptivo, mais confiante e estável. Vai relaxar, dormir melhor e evitar a ansiedade e a depressão. E ainda: vai ter um nível de energia alto todo o dia.
Algumas boas razões para você praticar:
A meditação é o treinamento sistemático da atenção e da concentração. Este treinamento propicia um estado de relaxamento intenso e que perdura por muitas horas.
Através da meditação você pode reequilibrar todas as suas funções vitais, como a respiração, circulaçõa e todas as funções físicas.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
As Três Reverências
(do livro “Ensinamentos Sobre o Amor” - de Thich Nhat Hanh)
As três reverências são também conhecidas como "Os Três Toques da Terra". Esta prática nos ajuda a retornar à Terra e às nossas raízes espirituais e de sangue, restabelece a comunicação e as nossas conexões.
Primeira Reverência
Tocando a terra, conecto-me aos meus ancestrais e aos descendentes das minhas duas famílias: a espiritual e a de sangue. Meus antepassados espirituais são o Buda, os bodhisattvas, o nobre sangha de discípulos, [por favor, insira outros nomes que você gostaria de incluir] e meus próprios mestres espirituais ainda vivos ou falecidos. Eles estão presentes dentro de mim porque me transmitiram sementes de paz, sabedoria, amor e felicidade. Despertaram em mim os meios da compreensão e da solidariedade. Quando olho para os meus antepassados espirituais, vejo aqueles que são perfeitos na prática dos preceitos, da compreensão e da solidariedade e também os que não atingiram a plena perfeição. Aceito todos eles, pois reconheço que possuo imperfeições e fraquezas. Consciente de que nem sempre sou perfeito na prática dos preceitos e que nem sempre sou compreensivo e compassivo como gostaria de ser, abro meu coração e aceito todos os meus descendentes espirituais. Alguns deles praticam os preceitos, a compreensão e a solidariedade de um modo que inspira confiança e respeito, mas existem também os que encontram muitas dificuldades e estão constantemente sujeitos a altos e baixos na sua prática.
Da mesma maneira, aceito todos os meus antepassados maternos e paternos. Aceito todas as suas boas qualidades e ações virtuosas, bem como todas as suas fraquezas. Abro meu coração e aceito todos os meus descendentes de sangue com as suas boas qualidades, talentos e também com suas fraquezas.
Meus antepassados e descendentes espirituais e de sangue fazem, todos eles, parte de mim. Eu sou eles e eles são eu. Não tenho um eu separado. Tudo existe como parte de uma maravilhosa corrente de vida que está em constante movimento.
Segunda Reverência
Tocando a terra, conecto-me a todas as pessoas e a todas as espécies que estão vivas neste momento, neste mundo comigo. Sou um com o maravilhoso padrão de vida que se irradia em todas as direções. Sinto a estreita conexão existente entre mim e os outros – sinto como todos nós compartilhamos felicidade e sofrimento. Sou um também com aqueles que nasceram deficientes ou que foram incapacitados em decorrência de guerras, acidentes ou doenças. Sou um com os que foram subjugados em uma situação de guerra e opressão. Sou um também com os que não encontram felicidade na vida familiar, que não têm raízes e nem paz de espírito, que têm sede de compreensão e amor, que estão a procura de algo bonito, sadio e verdadeiro a que possam abraçar e em que possam acreditar. Sou alguém prestes a morrer, que está com muito medo e não sabe o que vai acontecer. Sou ao mesmo tempo a criança que vive em um lugar onde existe miséria e doença, cujos braços e pernas se assemelham a gravetos e que não têm futuro. Sou o fabricante de bombas que são vendidas aos países pobres. Sou o sapo nadando no lago e sou também a cobra que precisa do corpo do sapo para alimentar seu próprio corpo. Sou a lagarta e a formiga que o pássaro está procurando para comer. E sou também o pássaro que está procurando a lagarta e a formiga. Sou a floresta que está sendo devastada. Sou os rios e o ar que estão sendo poluídos e sou a pessoa que derruba a floresta e polui os rios e o ar. Vejo a mim mesmo em todas as espécies e também vejo todas as espécies em mim.
Terceira Reverência
Tocando a terra, abandona a idéia de que sou esse corpo e de que meu tempo de vida é limitado. Compreendo que este corpo, constituído de quatro elementos, de fato não me representa e nem me limita. Faço parte de uma corrente de vida de ancestrais espirituais e antepassados de sangue que, por milhares de anos, vem fluindo no presente e assim continuará por milhares de anos no futuro. Sou um só com meus ancestrais, com todos os povos e todas as espécies, sejam pacíficos e destemidos, sejam sofredores e amedrontados. Neste exato momento, estou em toda parte deste planeta. Estou presente também no passado e no futuro. A desintegração deste corpo não me altera, do mesmo modo que, quando as flores da ameixeira caem, isso não significa o fim desta árvore. Vejo-me como uma onde na superfície do oceano, minha natureza é a água do oceano. Estou em todas as outras ondas, e todas as outras ondas estão em mim. O aparecimento e desaparecimento da forma da onda não afetam o oceano. Meu corpo de Dharma e a sabedoria da vida não estão sujeitos ao nascimento e à morte. Vejo-me presente antes mesmo da manifestação do meu corpo físico e depois da sua desintegração. Mesmo nesse momento, vejo como também existo em outro lugar que não é este corpo. Setenta ou oitenta anos não é o meu tempo de vida. Meu período de vida, como o de uma folha ou de um Buda, não tem limite. Eu já ultrapassei a idéia de que sou um corpo separado no espaço e no tempo das demais formas de vida.
As três reverências são também conhecidas como "Os Três Toques da Terra". Esta prática nos ajuda a retornar à Terra e às nossas raízes espirituais e de sangue, restabelece a comunicação e as nossas conexões.
Primeira Reverência
Tocando a terra, conecto-me aos meus ancestrais e aos descendentes das minhas duas famílias: a espiritual e a de sangue. Meus antepassados espirituais são o Buda, os bodhisattvas, o nobre sangha de discípulos, [por favor, insira outros nomes que você gostaria de incluir] e meus próprios mestres espirituais ainda vivos ou falecidos. Eles estão presentes dentro de mim porque me transmitiram sementes de paz, sabedoria, amor e felicidade. Despertaram em mim os meios da compreensão e da solidariedade. Quando olho para os meus antepassados espirituais, vejo aqueles que são perfeitos na prática dos preceitos, da compreensão e da solidariedade e também os que não atingiram a plena perfeição. Aceito todos eles, pois reconheço que possuo imperfeições e fraquezas. Consciente de que nem sempre sou perfeito na prática dos preceitos e que nem sempre sou compreensivo e compassivo como gostaria de ser, abro meu coração e aceito todos os meus descendentes espirituais. Alguns deles praticam os preceitos, a compreensão e a solidariedade de um modo que inspira confiança e respeito, mas existem também os que encontram muitas dificuldades e estão constantemente sujeitos a altos e baixos na sua prática.
Da mesma maneira, aceito todos os meus antepassados maternos e paternos. Aceito todas as suas boas qualidades e ações virtuosas, bem como todas as suas fraquezas. Abro meu coração e aceito todos os meus descendentes de sangue com as suas boas qualidades, talentos e também com suas fraquezas.
Meus antepassados e descendentes espirituais e de sangue fazem, todos eles, parte de mim. Eu sou eles e eles são eu. Não tenho um eu separado. Tudo existe como parte de uma maravilhosa corrente de vida que está em constante movimento.
Segunda Reverência
Tocando a terra, conecto-me a todas as pessoas e a todas as espécies que estão vivas neste momento, neste mundo comigo. Sou um com o maravilhoso padrão de vida que se irradia em todas as direções. Sinto a estreita conexão existente entre mim e os outros – sinto como todos nós compartilhamos felicidade e sofrimento. Sou um também com aqueles que nasceram deficientes ou que foram incapacitados em decorrência de guerras, acidentes ou doenças. Sou um com os que foram subjugados em uma situação de guerra e opressão. Sou um também com os que não encontram felicidade na vida familiar, que não têm raízes e nem paz de espírito, que têm sede de compreensão e amor, que estão a procura de algo bonito, sadio e verdadeiro a que possam abraçar e em que possam acreditar. Sou alguém prestes a morrer, que está com muito medo e não sabe o que vai acontecer. Sou ao mesmo tempo a criança que vive em um lugar onde existe miséria e doença, cujos braços e pernas se assemelham a gravetos e que não têm futuro. Sou o fabricante de bombas que são vendidas aos países pobres. Sou o sapo nadando no lago e sou também a cobra que precisa do corpo do sapo para alimentar seu próprio corpo. Sou a lagarta e a formiga que o pássaro está procurando para comer. E sou também o pássaro que está procurando a lagarta e a formiga. Sou a floresta que está sendo devastada. Sou os rios e o ar que estão sendo poluídos e sou a pessoa que derruba a floresta e polui os rios e o ar. Vejo a mim mesmo em todas as espécies e também vejo todas as espécies em mim.
Terceira Reverência
Tocando a terra, abandona a idéia de que sou esse corpo e de que meu tempo de vida é limitado. Compreendo que este corpo, constituído de quatro elementos, de fato não me representa e nem me limita. Faço parte de uma corrente de vida de ancestrais espirituais e antepassados de sangue que, por milhares de anos, vem fluindo no presente e assim continuará por milhares de anos no futuro. Sou um só com meus ancestrais, com todos os povos e todas as espécies, sejam pacíficos e destemidos, sejam sofredores e amedrontados. Neste exato momento, estou em toda parte deste planeta. Estou presente também no passado e no futuro. A desintegração deste corpo não me altera, do mesmo modo que, quando as flores da ameixeira caem, isso não significa o fim desta árvore. Vejo-me como uma onde na superfície do oceano, minha natureza é a água do oceano. Estou em todas as outras ondas, e todas as outras ondas estão em mim. O aparecimento e desaparecimento da forma da onda não afetam o oceano. Meu corpo de Dharma e a sabedoria da vida não estão sujeitos ao nascimento e à morte. Vejo-me presente antes mesmo da manifestação do meu corpo físico e depois da sua desintegração. Mesmo nesse momento, vejo como também existo em outro lugar que não é este corpo. Setenta ou oitenta anos não é o meu tempo de vida. Meu período de vida, como o de uma folha ou de um Buda, não tem limite. Eu já ultrapassei a idéia de que sou um corpo separado no espaço e no tempo das demais formas de vida.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Saudações a 2010
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Comece o ano bem, mude a sua alimentação. Faça isso pela sua saúde, pelos animais, ou pelo planeta...
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Guia de alimentação vegetariana
Como se tornar vegetariano sem afastar os amigos e a familia? É possível crier os filhos com uma dicta vegetariana- segura? Essas e outras perguntas sáo respondidas no guia "A Dieta Saudável dos Vegetais", das nutricionistas norte-americanas Vesanto Melina, Brenda Davis e Victoria Harrison. O livro traz informações sobre prevenção de doenças por meio da nutrição vegetariana, uma lista de alimentos, dicas para planejamento de refeições, receitas fáceis e sugestões para se ajustar ao novo estilo de vida, sem carnes à mesa. De acordo com as nutricionistas, as dietas baseadas em vegetais ganharam impulso nos últimos 10 anos, depois que uma série de pesquisas começou a associar o vegetarianismo a uma incidência menor de problemas de saúde. As chamadas "doenças da civilização"-males coronarianos, tipos de câncer, hipertensão arterial e obesidade - seriam mais comuns entre quem prefere o tradicional bife com fritas.
Prefácio do livro A Dieta Saudável dos Vegetais - O Guia Completo para uma Nova Alimentação, de Vesanto Melina, Brenda Davis e Victoria Harrison.
Se você não está preocupado com a sua saúde, com a sua espiritualidade, com o lugar em que vive e com a fome no mundo, não perca tempo lendo este livro. Mas se está preocupado, ao ler este livro constatará que uma dieta vegetariana é mais benéfica à saúde, condiz com o caminho espiritual, favorece a preservação do planeta e oferece soluções ao grave problema da fome que aflige a humanidade.
Sob o prisma da saúde, uma dieta vegetariana é amplamente favorável. As principais doenças da civilização ocidental, entre elas as cardíacas e degenerativas, o câncer, a obesidade e o diabetes, estão diretamente ligadas à ingestão excessiva de gordura. Não se iluda! Toda carne contém gordura, mesmo as chamadas carnes magras. Contém também impressionante quantidade de aditivos químicos na forma de hormônios, conservantes, nitratos e nitritos etc., todos nocivos à saúde. Isso sem falar que seu consumo está associado a outros males terríveis, como a doença da vaca louca, cuja gravidade a mídia revelou ao mundo.
Segundo o British Medical Journal, os "vegetarianos são 40 por cento menos suscetíveis a morrer de câncer do que os carnívoros"1.

Mas você pode estar se perguntando: como recomendar uma dieta vegetariana em um país onde tantos passam fome e onde um quilo de frango sai mais barato que um quilo de muitos legumes ou grãos? Ora, em um país de dimensões continentais como o Brasil, chamado de celeiro do mundo, pode-se reduzir muito o preço dos alimentos plantando-se mais e adotando-se uma dieta mais rica em verduras e frutas. Transformar animais em alimento é antieconômico; na verdade, representa enorme desperdício. No mesmo espaço ocupado por um boi para produzir cerca de 210 quilos de carne, no período de 4 a 5 anos, colhe-se, no Brasil, em média, 19 toneladas de arroz; ou 8 toneladas de feijão; ou 34 toneladas de milho; ou 32 toneladas de soja; ou 23 toneladas de trigo2. Para produzir um quilo de carne bovina são necessários aproximadamente 7 quilos de grãos3. Os dados falam por si. A fome no Brasil não é um problema econômico, mas político.
Como acreditar em desenvolvimento espiritual e não refletir sobre o sacrifício imposto aos animais? O caminho espiritual passa por nossas escolhas alimentares. O sofrimento inerente ao abate não é o único aspecto a considerar. Imagens idílicas de fazendas onde os animais vivem felizes e contentes, junto à sua prole, povoam nosso imaginário, mas a agrobusiness está tornando isso coisa do passado. Hoje a tendência é criá-los em fazendas-empresas, onde vivem confinados e submetidos a tratamento cruel. O frango, por exemplo, é criado em lotes de milhares, ficando limitado a um espaço reduzido, mal podendo mexer-se. Recebe doses maciças de vacinas contra peste e hormônios para crescer. Tudo é controlado visando obter mais peso em menos tempo e com menor quantidade de ração. Para isso, a luz é ajustada: na primeira ou segunda semanas, fica acesa 24 horas por dia, então é ligada e desligada a cada duas horas, enganando o animal e fazendo-o comer mais, após um curto período de descanso. Por viver em condições tão pouco naturais, ficam extremamente estressados. Um dos maiores problemas é que começam a brigar, literalmente comendo-se vivos. Muitos morrem ou ficam aleijados nesse processo4.

A construção do corpo físico resulta do alimento e da bebida que ingerimos e, naturalmente, a qualidade de seus elementos constituintes depende, em grande medida, da qualidade deste alimento. O conhecimento da natureza das diferentes espécies de alimentos e a experiência possibilitaram aos ocultistas indianos classificá-los em diferentes categorias, de acordo com a influência que tenham na capacidade vibratória do corpo. A classificação mais familiar é a divisão em três grupos: tamásico, rajásico e sátvico. Alimentos tamásicos são aqueles que estimulam a inércia, rajásicos os que produzem atividade e sátvicos os que produzem harmonia e ritmo. É no último grupo que o aspirante ao caminho espiritual tem que basear, tanto quanto possível, a sua alimentação5. A carne está classificada no primeiro grupo.
Além de prejudicar a saúde, contribuir para a fome e atrasar nosso progresso espiritual, o consumo de carne colabora para a destruição do planeta. Sua produção está ligada à destruição das florestas, extinção das espécies, desertificação, perda da camada fértil do solo, enorme consumo de água e uso intensivo de combustíveis fósseis. De fato, o óleo é usado na indústria da carne como combustível para transporte e tratores, nos fertilizantes químicos e nos pesticidas, de uma maneira tão intensa que, segundo o Worldwach Institute, "os produtos animais podem ser considerados subprodutos do petróleo"6.
Na Holanda, o esterco produzido por milhões de animais libera nitrato e fosfato saturando o solo e contaminando a água. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública e Proteção Ambiental do país, a amônia liberada no processo da criação de animais é sozinha a maior fonte de deposição ácida nos solos holandeses, provocando mais prejuízos ambientais do que os automóveis e as fábricas juntos7.
continua...
fonte
http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=707&Itemid=99

Comece o ano bem, mude a sua alimentação. Faça isso pela sua saúde, pelos animais, ou pelo planeta...
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Guia de alimentação vegetariana
Como se tornar vegetariano sem afastar os amigos e a familia? É possível crier os filhos com uma dicta vegetariana- segura? Essas e outras perguntas sáo respondidas no guia "A Dieta Saudável dos Vegetais", das nutricionistas norte-americanas Vesanto Melina, Brenda Davis e Victoria Harrison. O livro traz informações sobre prevenção de doenças por meio da nutrição vegetariana, uma lista de alimentos, dicas para planejamento de refeições, receitas fáceis e sugestões para se ajustar ao novo estilo de vida, sem carnes à mesa. De acordo com as nutricionistas, as dietas baseadas em vegetais ganharam impulso nos últimos 10 anos, depois que uma série de pesquisas começou a associar o vegetarianismo a uma incidência menor de problemas de saúde. As chamadas "doenças da civilização"-males coronarianos, tipos de câncer, hipertensão arterial e obesidade - seriam mais comuns entre quem prefere o tradicional bife com fritas.
A Dieta Saudável dos Vegetaisde Vesanto Melina e Brenda Davis
Prefácio do livro A Dieta Saudável dos Vegetais - O Guia Completo para uma Nova Alimentação, de Vesanto Melina, Brenda Davis e Victoria Harrison.
Se você não está preocupado com a sua saúde, com a sua espiritualidade, com o lugar em que vive e com a fome no mundo, não perca tempo lendo este livro. Mas se está preocupado, ao ler este livro constatará que uma dieta vegetariana é mais benéfica à saúde, condiz com o caminho espiritual, favorece a preservação do planeta e oferece soluções ao grave problema da fome que aflige a humanidade.
Sob o prisma da saúde, uma dieta vegetariana é amplamente favorável. As principais doenças da civilização ocidental, entre elas as cardíacas e degenerativas, o câncer, a obesidade e o diabetes, estão diretamente ligadas à ingestão excessiva de gordura. Não se iluda! Toda carne contém gordura, mesmo as chamadas carnes magras. Contém também impressionante quantidade de aditivos químicos na forma de hormônios, conservantes, nitratos e nitritos etc., todos nocivos à saúde. Isso sem falar que seu consumo está associado a outros males terríveis, como a doença da vaca louca, cuja gravidade a mídia revelou ao mundo.
Segundo o British Medical Journal, os "vegetarianos são 40 por cento menos suscetíveis a morrer de câncer do que os carnívoros"1.

Mas você pode estar se perguntando: como recomendar uma dieta vegetariana em um país onde tantos passam fome e onde um quilo de frango sai mais barato que um quilo de muitos legumes ou grãos? Ora, em um país de dimensões continentais como o Brasil, chamado de celeiro do mundo, pode-se reduzir muito o preço dos alimentos plantando-se mais e adotando-se uma dieta mais rica em verduras e frutas. Transformar animais em alimento é antieconômico; na verdade, representa enorme desperdício. No mesmo espaço ocupado por um boi para produzir cerca de 210 quilos de carne, no período de 4 a 5 anos, colhe-se, no Brasil, em média, 19 toneladas de arroz; ou 8 toneladas de feijão; ou 34 toneladas de milho; ou 32 toneladas de soja; ou 23 toneladas de trigo2. Para produzir um quilo de carne bovina são necessários aproximadamente 7 quilos de grãos3. Os dados falam por si. A fome no Brasil não é um problema econômico, mas político.
Como acreditar em desenvolvimento espiritual e não refletir sobre o sacrifício imposto aos animais? O caminho espiritual passa por nossas escolhas alimentares. O sofrimento inerente ao abate não é o único aspecto a considerar. Imagens idílicas de fazendas onde os animais vivem felizes e contentes, junto à sua prole, povoam nosso imaginário, mas a agrobusiness está tornando isso coisa do passado. Hoje a tendência é criá-los em fazendas-empresas, onde vivem confinados e submetidos a tratamento cruel. O frango, por exemplo, é criado em lotes de milhares, ficando limitado a um espaço reduzido, mal podendo mexer-se. Recebe doses maciças de vacinas contra peste e hormônios para crescer. Tudo é controlado visando obter mais peso em menos tempo e com menor quantidade de ração. Para isso, a luz é ajustada: na primeira ou segunda semanas, fica acesa 24 horas por dia, então é ligada e desligada a cada duas horas, enganando o animal e fazendo-o comer mais, após um curto período de descanso. Por viver em condições tão pouco naturais, ficam extremamente estressados. Um dos maiores problemas é que começam a brigar, literalmente comendo-se vivos. Muitos morrem ou ficam aleijados nesse processo4.

A construção do corpo físico resulta do alimento e da bebida que ingerimos e, naturalmente, a qualidade de seus elementos constituintes depende, em grande medida, da qualidade deste alimento. O conhecimento da natureza das diferentes espécies de alimentos e a experiência possibilitaram aos ocultistas indianos classificá-los em diferentes categorias, de acordo com a influência que tenham na capacidade vibratória do corpo. A classificação mais familiar é a divisão em três grupos: tamásico, rajásico e sátvico. Alimentos tamásicos são aqueles que estimulam a inércia, rajásicos os que produzem atividade e sátvicos os que produzem harmonia e ritmo. É no último grupo que o aspirante ao caminho espiritual tem que basear, tanto quanto possível, a sua alimentação5. A carne está classificada no primeiro grupo.
Além de prejudicar a saúde, contribuir para a fome e atrasar nosso progresso espiritual, o consumo de carne colabora para a destruição do planeta. Sua produção está ligada à destruição das florestas, extinção das espécies, desertificação, perda da camada fértil do solo, enorme consumo de água e uso intensivo de combustíveis fósseis. De fato, o óleo é usado na indústria da carne como combustível para transporte e tratores, nos fertilizantes químicos e nos pesticidas, de uma maneira tão intensa que, segundo o Worldwach Institute, "os produtos animais podem ser considerados subprodutos do petróleo"6.
Na Holanda, o esterco produzido por milhões de animais libera nitrato e fosfato saturando o solo e contaminando a água. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública e Proteção Ambiental do país, a amônia liberada no processo da criação de animais é sozinha a maior fonte de deposição ácida nos solos holandeses, provocando mais prejuízos ambientais do que os automóveis e as fábricas juntos7.
continua...
fonte
http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=707&Itemid=99
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Além do arco-íris
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